Desde 2006 servindo algumas lasanhas e muitas abobrinhas.

Marcadores

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Rosas brancas


Mais uma poesia de meus verdes anos, sorteados ao acso de meu saco de papel. Confesso que nem me lembrava da sua existência!
Na leitura e até pela data, relembrei que essa, como tantas que fiz na época se refere à uma relação que chamava de amizade, mas não passava de dependência. Dependência de ambas partes. Tanta "amizade", que teve a sua "overdose" no recesso junino de 1998 e que me marcou profundamente.
Uma vez li, não me lembro onde, que duas mulheres só são realmente amigas se a relação passar pela prova de ter um mesmo homem na vida das duas.
Rosas Brancas
18/12/98

Deixei rosas brancas no mar para me despedir de você.
De tudo que aconteceu e representa: Cada gesto. Cada palavra.
Os dias de sol e os de tempestade.
Você é uma lembrança amarga.
Quero sentar na praia e esquecer.
Limpei os trilhos da estrada, troquei os lençóis da cama.
Eu me sentia ilhada em meio as suas evidências.
Logo você se tornou uma estranha!
Como foi que tudo começou à mudar?
O sol se funde ao mar enquanto o céu se colore: azul, vermelho, amarelo...
Mas eu ainda não entendo...
Vejo algumas milhas além do que há duas estações atrás.
Algumas rugas se formaram, mas quem me olha não as vêem.
Ainda quero saber esse segredo que nos cerca, que me incomoda.
Será que se nos cruzarmos na rua iremos nos reconhecer?
As flores no mar dançaram seguindo a correnteza... e se foram!
Rosas brancas ao encontro do azul, do infinitamente azul ...
Assim como nós...

Um comentário:

Patrícia Sousa disse...

Nessaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
ta lindo seu blog!!!!!!!!!!!!!!!
AMEI!!!!!!!!!!!!!!
EU TB JA TIVE UM DESSE! RS
até a cor era a mesma! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
xero saudades