Desde 2006 servindo algumas lasanhas e muitas abobrinhas.

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sábado, 19 de agosto de 2006

Selena

Salvador, 17/08/06.

Essa madrugada nem tão fria será difícil ir dormir...
Dá conselhos requentados é tão fácil, difícil é se colocar no lugar! Em vez de apontar os erros, ajudar para que haja acertos, que tudo seja mais construtivo.
Não me importa se passaram por experiências piores...
Hoje eu quis abandonar... dizer que não preciso nada disso... que resolvessem sozinhos seus problemas...
Hoje eu quis não ser tão compromissada... ser tão preocupada...
Tudo na teoria é muito lindo: professores, vamos salvar o mundo! Varrer a ignorância e a miséria! Só depende de nós!
É pra rir ou pra chorar?

......................................TEMPO.....................................................

Selena abriu a porta com medo do que enfrentaria. Na sua frente, a rua, bela e ampla a sua espera. Seus lábios estremeceram, suas pernas quase não agüentaram seu peso. Selena não podia olhar pra trás, era perda de tempo... o que tinha atrás de si, a casa tão conhecida e acolhedora não fazia parte de si, ela não pertencia mais àquele lugar. Mas então, qual era agora o seu lugar? Ainda com os olhos baixos, tirou o pé direito do chão e o projetou pra frente até tocar no chão, mais a frente. Fez o mesmo com o pé esquerdo. Pronto! Estava na rua! A brisa tocou seu rosto e refrescou o suor da nuca. O arrepio fez com que levantasse a cabeça e ouviu os sons vindo de lugares tão diversos... buzinas, conversas, crianças brincando, latidos, música... e isso não era ruim! Não era mesmo! De olhos fechados sentiu o calor agradável do sol em se rosto, aquecendo sua alma. Abriu os olhos e olhou à frente, num ponto fixo à sua frente, mas que estava além, mito além de onde estava e gradualmente deu passos tímidos em direção ao ponto no horizonte... sem perceber passou à aumentar o tamanho e a velocidade de seus passos. Cada passo que dava, sentia o quão desagradável era o local do passo anterior. Cada passo, um novo lar e logo era substituído por outro, cada vez mais prazeroso! E andou, andou, andou, correu, correu, correu, correu, correu... Até se fundir no horizonte, não podendo mais o horizonte e Selena se diferenciarem...

2 comentários:

Anninha disse...
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Anninha disse...

De verdade, Van: fiquei com uma vontade imensa de ser a Selena! Lindo texto!