Desde 2006 servindo algumas lasanhas e muitas abobrinhas.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

11 de setembro de 2001

Acordei já tarde. Provavelmente o despertador tocou, eu o desliguei e voltei a dormir como de costume.

Tinha consulta marcada para as 8h. Lembro que voei da cama para o banheiro e de lá para a rua. Se eu não me engano, assim que cheguei no ponto, o ônibus passou. Cheguei em cima da hora da consulta. No retorno, o ônibus já estava no ponto e tive que sair correndo e gritando para conseguir alcançá-lo.

Cheguei, nem sei se tomei outro banho, mas fui dormir.

Acordei lembrando que ainda não havia comido nada naquela manhã. Logo eu, que sinto tonturas só em pensar de passar da hora de comer. Foi a correria ao acordar!

Fiz café e tomei com um pão com geléia. Li um pouco e voltei a dormir por cima do livro. Eu costumava acordar por volta das 9h. Se acordasse um pouco mais cedo que isso, era motivo prá passar o dia sonolenta. Minha única ocupação era a faculdade que fazia de noite.

Engraçado, eu sempre fui daquelas pessoas que acordam ou chegam e casa e ligam logo a TV. E nem sou de dormir desse jeito! Mas aquela manhã também não tinha nada de anormal. Estava destinado para ser um daqueles inúmeros dias, sem contratempos, que logo esquecemos.

O telefone tocou, me acordando. Era minha mãe:

- O que está acontecendo no World Trade Center?

- Como é que é?

- Nas Twin Towers.

-Ãhn?

-Você não ta com a TV ligada, não? Tão dizendo aqui no trabalho que está havendo algo nas Twin Towers.

- O que é “Djuin tauers”? – Eu não sabia nem que era eu, acordada com essa ansiedade toda, imaginem...

- Em Nova Iorque. Liga a TV, Vanessa!

Liguei. Vi os prédios saindo fumaça.

- Ta tendo um incên...

Quando vi as imagens da primeira e depois a segunda torre caindo, eu cai no chão de susto! Deviam ser imagens recapturadas do que já havia ocorrido.

-O que foi? O que foi Vanessa?

Eu fiquei zonza.

-Caíram, mãe! Os prédios do World Trade Center caíram. As duas!

Não desliguei mais da TV naquele dia. Lembro de um dos repórteres decretar:

-A partir de hoje, o mundo nunca mais será o mesmo!

Lembrei que dois anos antes estive em Nova Iorque e usava as torres do World Trade Center como ponto de referência. Não sei quem nunca as viu de perto, tem noção do tamanho que aqueles prédios tinham.

Na faculdade, não houve outro assunto. Por mais que parecesse tão longe de nós, não impedia uma certa tensão.

Dez anos estão fazendo desde o ato terrorista de 11 de setembro de 2001. Em canais fechados há vários programas relembrando a data. Tornou-se um daqueles: “o que você estava fazendo no dia...”.

Devido ao ocorrido, gravou-se na minha memória aquele dia que prometia ser tão banal.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O ônibus

Já chegou ao ponto de ônibus ansiosa. Olhou o relógio. Olhou um lado da rua. Na outra direção também por hábito. No outro lado da rua passava um ônibus que também passava em seu destino, mas o trajeto era tão demorado! O desse lado de cá é bem mais rápido.

Está vindo um. Será ele? Não é. Olha o relógio. Pessoas correm para subirem no ônibus. E ela fica.

Minutos se passam. Uma criança chora perto, mas não vira o rosto para ver. Aperta a bolsa com o braço contra o corpo. Olha o relógio.

No ponto em frente, o ônibus de percurso maior. Quase vazio. Será que deveria atravessar e pegar ele. O ônibus começa a andar. Ai, devia ter pegado esse mesmo! E se o outro demorar? O ônibus vira uma esquina. Devia ter pegado esse mesmo!

Não se ouve mais o choro. Adolescentes passam rindo. Outro ônibus chega, mas não é ainda o seu. Olha o relógio.

Pessoas chegam, pessoas pegam suas conduções e ela ali esperando. Olha na direção em que o ônibus que espera, devia vim. Nada! Só carros e motos.

Pensando bem, aquele outro ônibus nem tem o percurso tão maior assim. A diferença deve ser de uns dez minutos. Melhor que ficar esperando no ponto.

Atravessa a rua de duas mãos com dificuldade, devido ao trafego de carros. Pronto! Logo estará à caminho de seu destino!

Quando olha para o outro lado da rua, mal acredita em ver o ônibus do percurso menor. Tenta atravessar, mas nenhum motorista se sensibiliza em deixá-la passar. O ônibus segue o seu caminho, deixando-a ali: parada no ponto.